terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Onde tu tá, neném?

Pois é, não escrevo desde setembro. Acontece que andei muito ocupada com as provas finais da facul, emprego novo, aulas no CTR, instituto, férias de final de ano e meu livro. Sim, estou escrevendo um livro! Mas, apesar de ter CERTEZA que 2011 será um ano troll, procurarei dividir melhor meu tempo e deixar tudo atualizado full time!

Então, até logo!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A ética mandou um beijo!

Se tem uma coisa que me irrita é gente metida a cidadão pimpão. Explicarei.
Hoje eu estava no CFC tendo aulas sobre acidentes no trânsito. O professor
começou a falar sobre imprudências e de que as pessoas precisavam se conscientizar. Até aí tudo bem, concordo com ele. De repente, ele começou a falar que a culpa era do governo que não sabe punir, que são poucas horas de aula, que no Japão são 9 meses para tirar carta, que o Brasil é atrasado e todo aquele papo gostoso de ouvir às 8:00 da manhã.
Levantei a mão e disse "professor, você não acha que parte da imprudência é das escolas que vendem a carta? Se uma pessoa não consegue passar no teste, teoricamente ela não é apta a dirigir e pode colocar em risco a segurança pública. Se pensarmos dessa maneira, se um acidente for causado por uma pessoa que comprou a carta, parte da irresponsabilidade é da auto-escola que vendeu, não é mesmo?" Ele ficou uma cara que me fez pensar que eu seria reprovada ali mesmo. Sem hesitar, ele respondeu "bom, se há para vender é por que há quem queira comprar". Fiquei indignada com isso! Tive de rebater "professor, então não é hipocrisia das auto-escolas jogarem toda a culpa em cima dos motoristas e do governo? De fato as pessoas precisam se conscientizar, mas a mudança não deveria começar por quem educa os futuros motoristas?".
Ele me encarou e disse "é, deveria" e prosseguiu com a aula.
O pior não é a venda de cartas, é a cara de pau de alguns professores que no início das aulas mostram números e estatísticas e acusam a torto e a direito, mas na hora de fazer algo justo, dá adeus à ética.








"Alô, ética? Ta fazendo falta, amiga!"

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Garganta Cheia

Não, não estou doente, ao menos, não fisicamente. Mas minha garganta está cheia. Cheia de gritos reprimidos, choros escondidos e palavras não ditas. Nem sempre podemos expressar aquilo que estamos sentindo, geralmente, por medo. Temos medo de que nossos gritos possam intimidar, de que nosso choro possa desencorajar e de que nossas palavras possam ferir.
Em compensação, tenho a cabeça cheia. Cheia de sonhos encaminhados, idéias promissoras e boas lembranças guardadas. Meu coração também está cheio. Cheio de amor e compaixão, cheio de alegria, cheio de esperança. E minha vida é repleta. Repleta de amigos incríveis, familiares amorosos e desafios que me tornam forte.
Colocando tudo isso na balança, minha garganta cheia não é problema. Devemos sim dizer o que pensamos e o que estamos sentido, mas devemos pensar no efeito daquilo que queremos dizer. Se você se preocupar mais com o que há em sua cabeça, seu coração e sua vida, a garganta esvazia. Nem tudo precisa ser dito, apenas feito.


quarta-feira, 3 de junho de 2009

Seres fascinates

Eu sempre me interessei muito pelo comportamento humano, tenho certeza de que, de todas as máquinas e criações, somos as mais perfeitas. Não digo isso simplesmente pelo nosso funcionamento, que é incrível, digo pela nossa capacidade de persuadir, inspirar, pensar.
Todos nós temos talentos, e acho lindo quando o exercemos. Quando vejo alguém pintando, tocando um instrumento, falando bem em público, escrevendo, mais certa fico de que os seres humanos são fascinantes.
Existem pessoas que vivem para fazer o bem, outras para fazer o mal, outras que estão vivas mas não vivem... Impossível seria descrever aqui a quantidade de personalidades que encontramos por aí.
Com esse princípio, sempre valorizo aos outros e a mim mesma, pois considero que eu, você (e o zooboomafoo) somos obras perfeitas que, acima de tudo, merecem respeito e admiração. Creio que se todos pensassem assim, o mundo seria realmente um lugar melhor pra se viver.


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Singing in the rain

Como diz a vovó Mafra: "quando você fica frustada com algo e depois resolve, a situação continua incompleta até você tomar um belo banho de chuva, daqueles bem fortes". Bom, se ela estiver certa, todas as minhas "situações" estão concluídas e em débito moçada, pois esses dias tomei uma chuva maios forte que a outra (a última, faz apenas 1 hora!), talvez São Paulo tenha deixado de ser a terra da garoa pra ser a terra do dilúvio, não é mesmo? Mas, na minha opinião, uma chuvarada resolve muita coisa sim, pode não curar uma decepção, mas mostra que a vida é feita de momentos e que você deve aproveitá-los. Ontem mesmo, estava andando com meus amigos (sim, era beeem tarde) quando caiu aquele pé d'água medonho. A minha primeira reação foi ficar apavorada, mas ao olhar meus amigos se divertindo com a situação, aproveitei também. Ficamos todos encharcados, escorregando, cara borrada (pois estávamos voltando de uma festa) e aquela coisa toda, mas foi tão divertido... pena que passou rápido. Assim são os momentos ruins, vem e vão. Cabe somente a nós sabermos se iremos desfrutar a parte boa disso ou se vamos ficar apavorados e com pena de nós mesmos. As minhas amarguras foram resolvidas (claro, não por causa da água) e vi que não valiam a pena, aliás, pra quê se preocupar com tão pouco, não é mesmo?
Então, como diz a Vanessa da mata "o que a gente precisa é tomar um banho de chuva"!



segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Um registro que vale a pena

Quando um novo ano bate em nossa porta, a primeira coisa que fazemos (ou deveríamos fazer) é criar as famosas metas. Claro, como grande parte das mortais de minha idade, optei pelas clássicas: emagrecer, passar de ano, sair mais, ficar de castigo só quando necessário e blábláblá.
Ontem, ao assistir um Serão em minha igreja, escutei um discurso que falava a respeito de uma coisa que principalmente as garotas entendem muito bem, porém nem sempre cumprem o ano inteiro (no meu caso, só dura até abril): diário. Ao perguntarem o que costumávamos escrever, logo veio em minha mente "puxa vida, eu escrevo sobre fulaninho que piscou pra mim, de como não consigo fazer NF, de como estou louca para dar na cara daquela lazarenta e de como odeio dias chuvosos." Achei que realmente era isso que eu deveria colocar, então me empolguei com a idéia e disse para minha mãe que queria um novo, daqueles beeeeeeeeeeem lindos. A resposta dela foi inesperada: "pra você escrever aquelas baboseiras? Acho que nem vale a pena (ahá, sabia que ela lia escondido!)." Antes de pensar em questionar a minha mãe, dei-me conta de que realmente tudo o que eu escrevera antes, parecia-me um tanto... desnecessário.

Continuei prestando atenção no discurso da Sra. Santana e recebi uma respostazinha que eu acabára de criar em minha mente: "o que escrever? Bom, pensem que sua avó lhes deixou um diário, o que vão querer ver? Provavelmente não vão querer saber de quantos nomes ela xingava a mocinha da casa ao lado. Quando escreverem em seus diários, lembrem-se de que além de resgistrar coisas pessoais, você deve anotar suas experiências mais marcantes, as polêmicas que acontecem, o que rola na política, como você vê o mundo e como pretende viver! Mais que um diário, crie um registro de suma importância, e não um caderno que poderá ser jogado fora no futuro." Nem preciso dizer que isso tocou meu coração, né! Realmente, grande parte do que escrevo no meu diário, só ocupou folhas e tempo e quase nada do que tenho realmente vale a pena ser lido.

Então, tenho como meta para esse ano, criar um diário decente, claro que esses "apurinhos" que eu passo serão figurinhas constantes, mas quero ampliar isso pois agora tenho consciência de quão é importante. Claro que não precisa ser um diário, pode ser "semanário", porém o que vale é que será um registro só meu, e não parecido com o de alguma colega minha.


terça-feira, 23 de dezembro de 2008

As férias da família Fradique


Férias em família é aquela coisa toda: pressa, briga, choro de criança, pertences que ficaram para trás, trânsito... Bom, dessa vez tivémos sorte por termos esquecido nada, por não ter trânsito e pela viajem ter sido bem tranquila. Chegamos tarde, por volta de 23:15, e a primeira coisa que fizémos (além de tomar banho) foi procurar um fast-food, salvação de todas as pessoas que vivem na cidade grande. A noite estava muito quente e o mar bem tranquilo, trazendo uma brisa bem fresquinha. A areia estava bem geladinha, o que fez minha irmã mais nova sair correndo pela praia vazia. Eu, como a irmã mais velha presente, fui atrás dela. Não sei se vocês sabem, mas eu tenho uma certa repulsa para com a praia pois além de ter trauma de bichos marinhos (incluindo os peixes, meus grandes vilões), não gosto de areia, pessoas semi-nuas e calor excessivo. Bom, me encontrontrava nesse cenário. Para uma pessoa assim, não é difícil imaginar que enquanto corre pela praia, certamente algum bicho asqueroso vá agarrar seu pé. Olhei para trás e meus pais estavam rindo de mim, que mal conseguia me equilibrar na areia cheia de marcas de pés. Apesar do calor, consegui dormir (vale resaltar que o ventilador estava quase em cima de mim?), mas fui acordada praticamente de madrugada (09:14) pela minha irmã. Café da manhã gostoso, dia quente, praia vazia, mar calmo... Como qualquer pessoa normal, meus pais colocaram seus trajes de banho e foram para a praia (meu pai com aquela sunga verde-água que me faz querer morrer de desgosto) enquanto eu fui fazer o que mais gosto: compras!
Antes de tudo, obviamente ouvi aquele sermão clássico da minha mãe "não gaste muito senão tomo seu cartão de você", mas tenho um ouvido seletivo e nem escutei essa parte. Comprei, dei um passeio, descobri um pouco da praia grande que eu achei que conhecia (e detestava). Me deparei com um lugar limpo, tranquilo, pessoas sorrindo, uma vista de tirar o fôlego! Depois desse passeio, tive a certeza de que minhas férias serão incríveis, já que estou em um lugar lindo com a melhor família do mundo!